Tendências para a Justiça: Softplan apresenta tecnologias disruptivas no Conip 2018

09/11/2018 | 3 min. de leitura

A inteligência artificial é apontada como uma das principais tendências para a Justiça.

O assunto foi amplamente discutido entre os diversos Tribunais que participaram do Conip 2018 – Congresso de Inovação no Poder Judiciário – nesta semana. Mais de 250 pessoas trocaram experiências e falaram sobre as tendências para a Justiça que já podem ser aplicadas em algumas rotinas de trabalho. Para isso, é de extrema importância contar com a interoperabilidade entre os sistema de Justiça. Isso garantirá uma agilidade ainda maior na comunicação entre as instituições.

“Avaliamos que hoje existem níveis de maturidade sobre uso de tecnologias bastante diferentes entre os Tribunais brasileiros. Acreditamos que a imposição de um sistema único de gestão de processos judiciais não é uma solução. Por isso, trabalhamos fortemente para uma linguagem padronizada entre as instituições de Justiça. Essa padronização se dará com a interoperabilidade entre os sistemas da Justiça”, argumenta o diretor de TI e Comunicação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luiz Antônio Garcia.

Confira aqui artigo sobre o MNI – Modelo Nacional de Interoperabilidade

Tendências para a Justiça
Marcos Florão palestrou sobre o uso de inteligência artificial na Justiça

A Gartner, maior consultoria em tecnologia do mundo, já vem indicando algumas tendências para a Justiça e confirma a aplicação de inteligência artificial. Marcos Florão, diretor de Inovação da Softplan, ministrou palestra no Conip e deu alguns exemplos. A Softplan desenvolve o SAJ – Sistema de Automação da Justiça – e criou o primeiro Laboratório de Ciência de Dados aplicada à Justiça do Brasil.

“É preciso ver estas tendências para a Justiça como um investimento no ser humano. A aplicação de inteligência artificial, por exemplo, é uma saída bastante eficaz. Podemos usá-la para desafogar a fila de trabalho do magistrado, que tem em média 7 mil processos. Para isso, fala-se sobre o uso de inteligência aumentada, que pode agregar ao profissional como uma espécie de super poder. A máquina estrutura milhões de informações e as oferece de forma detalhada para que o servidor faça sua avaliação intelectual. Ou seja, nenhum profissional será substituído”, explica Florão.

O aumento exponencial de produtividade se explica: um robô faz em segundos o que o ser humano faz em horas. O nível de assertividade do robô é aperfeiçoado cada vez que o servidor o demanda, pois a máquina aprende com o modo de trabalho de seu usuário.

Ajuda de robôs

Um dos exemplos citados por Florão durante o Conip é o uso de robôs para bloqueio de bens no Bacenjud. “O robô consegue fazer 17 mil bloqueios em um dia sem erro. Já o servidor faz cerca de dez, com margens de erro na execução desta tarefa”, argumenta o diretor de Inovação.

Para ele, a combinação de diferentes tecnologias às tarefas humanas é, certamente, uma das maiores tendências para a Justiça. Durante o Conip, ainda foi possível conferir outras soluções com esta temática, como o uso de robôs para identificação de fraudes.

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