Como a Tecnologia da Informação pode impulsionar a Justiça brasileira é tema de fórum em Florianópolis

26/11/2015 | 2 min. de leitura

Um dos desafios do Judiciário está em garantir cada vez mais celeridade à prestação jurisdicional, especialmente no cenário nacional em que há 66 milhões de processos em estoque e uma entrada de ações superior ao volume das baixadas. Como a Tecnologia da Informação pode impulsionar a Justiça brasileira é tema de evento em Florianópolis, que se inicia nesta quinta-feira (26) e ocorre até a sexta (27). Na pauta do 3º Fórum Nacional de TIC no Judiciário, além de soluções e desafios, está a participação da Softplan, empresa que desenvolve o Sistema de Automação da Justiça (SAJ), principal implementador do processo digital na Justiça brasileira. O evento ocorre no hotel Majestic, no Centro de Florianópolis.

A implantação do processo digital nos Tribunais de Justiça elimina a necessidade do grande volume de papéis, reduz os deslocamentos e garante mais segurança às tramitações, pois evita que documentos possam ser perdidos no trajeto. O armazenamento seguro de documentos, potencializado pela lei do processo eletrônico (Lei 11.419/06), exige que os documentos que compõem o processo digital sejam armazenados em meio que garanta sua preservação e integridade.

No entanto, é fundamental avaliar a segurança dos dados armazenados e da assinatura digital em cloud, de acordo com Marcos Florão, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Softplan. “O volume de dados não estruturados (documentos, áudio, vídeo, e-mails etc) segue aumentando em ritmo cada vez mais acelerado no mundo. Estima-se que até 2022, 93% de todos os dados do universo digital serão dados “não estruturados”. Vamos apresentar no evento soluções que atendem aos requisitos de conformidade legal impostos pela lei 11.419, e também aos itens de alta escalabilidade desejados”, destaca Florão.

O advogado Cristiano Imhof, renomado autor de livros jurídicos, representará a Softplan no painel Novo CPC – Desafios e Soluções, que será realizado no dia 26, às 14 horas. Em outro painel – Modelo Nacional de Interoperabilidade (MNI) e Escritório Digital, Anderson Soffa, gerente de Tecnologia da Unidade de Justiça da Softplan abordará o histórico de integrações entre sistemas dos vários participantes do Judiciário, o status atual e as contribuições da Softplan para o futuro do MNI.

O Fórum tem como objetivo promover a troca de conhecimentos e fomentar discussões sobre como a tecnologia pode ser útil para o Judiciário atingir as metas do biênio e impulsionar os programas de virtualização. O público principal é composto por Tribunais de Justiça, envolvendo todas as comarcas e diretores técnicos, desembargadores de Santa Catarina e órgãos relacionados ao Judiciário catarinense.

 

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