Solução mobile para auxiliar a apresentação à Justiça vence a etapa Florianópolis do Global Legal Hackathon 2018

Solução mobile para auxiliar a apresentação à Justiça vence a etapa Florianópolis do Global Legal Hackathon 2018

Global Legal Hackathon

A etapa Florianópolis do Global Legal Hackathon já tem uma solução vencedora. O aplicativo mobile auxilia cidadãos que precisam se apresentar à Justiça regularmente.

A maratona de programação reuniu em todo o mundo mais de 10 mil participantes, em 25 países diferentes, com o objetivo de criar soluções para os desafios da Justiça.

Na sede da Softplan, em Florianópolis, 150 profissionais do Direito, tecnologia, design e negócios desenvolveram, durante 54 horas, aplicações para tornar o acesso à Justiça mais acessível, ágil, célere e democrático.

Entre as soluções desenvolvidas pelas dez equipes participantes de Florianópolis, estiveram, cada uma, com os seguintes benefícios:

  • Plataforma de citação e intimação digital;
  • Portal de denúncias que promove cidadania colaborativa;
  • Pipeline que endereça soluções para conflitos, que podem ser judiciais ou mediações;
  • Plataforma que vai desjudicializar o acesso a medicamentos;
  • Sistema de apresentação à Justiça de forma remota, com segurança e agilidade;
  • Aproximar quem tem direito à liberdade ao processo que providenciará isso;
  • Descomplicar a legislação territorial por meio de mapas;
  • Auxílio na precificação da hora advocatícia e na gestão financeira de escritórios;
  • Facilitar a busca de dados e estatísticas jurídicas através de um sistema de informações analítico;
  • Marketplace criado para conectar advogados e fornecedores de tecnologia.

Solução vencedora do Global Legal Hackathon

O time vencedor foi composto por oito profissionais, entre designers, programadores e analistas de negócios, que desenvolveram durante o último fim de semana de fevereiro o “Apresente-se”.

A solução foi pensada para auxiliar o cumprimento de compromissos com o Judiciário do cidadão que precisa se apresentar regularmente à Justiça por meio de um aplicativo de celular, de forma remota, com segurança e agilidade.

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Com um dispositivo móvel com acesso à internet, o cidadão pode se apresentar à Justiça submetendo a gravação de um vídeo no aplicativo, dispensando o deslocamento.

O Tribunal recebe as informações, registra no banco de dados e confere as informações de forma remota, com eficiência operacional, economia de recursos e tendo a tecnologia como aliada.

Outras soluções

O segundo lugar ficou com a equipe da solução “Justiça na mão”, uma plataforma que utiliza a inteligência artificial para guiar o cidadão no encaminhamento de processos em juizados especiais, sobretudo em pequenas causas.

Um robô auxilia o cidadão realizando perguntas, entende o problema do usuário por tecnologias como o machine learning e o ajuda no acesso ao Judiciário. A solução permite ainda conectar o cidadão a advogados, quando necessário.

Já a terceira colocação ficou com a solução “Quando ele volta?”, uma plataforma que permite que as famílias e os condenados na Justiça possam, por meio de robôs e tecnologia de big data, determinar quando o preso poderá sair da prisão ou progredir de regime.

A solução pode ser utilizada por tribunais, para promover a Justiça carcerária, defensorias públicas e escritórios de advocacia, além da própria família do condenado.

Maratona

O evento iniciou na noite de sexta-feira, 23, com a formação dos times e a comunicação dos desafios aos participantes.

Como melhorar o acesso à Justiça, tornar as informações compreensíveis ao cidadão, melhorar a usabilidade das aplicações, acelerar a fila e o gargalo do Judiciário foram alguns dos desafios apresentados.

Ainda na sexta, painéis e palestras inspiraram os participantes com discussões para ampliar a transformação digital na Justiça, na perspectiva da indústria de tecnologia, bem como de agentes do Judiciário.

Ao longo do sábado e domingo as equipes ficaram focadas em apresentar propostas de valores, validar possíveis soluções para os desafios propostos, definir o modelo de negócio e, por fim, iniciar o desenvolvimento dos protótipos, bem como se preparar para as apresentações (pitches), realizadas no início da noite de domingo.

Todo a maratona foi acompanhada diretamente por mentores, especialistas em diversas áreas, que ajudaram e orientaram os participantes no desenvolvimento das soluções, que foram avaliadas, no final, por uma banca.

“A motivação de todos os times foi inspiradora e nos dá a certeza que uma Justiça melhor já está a caminho, tendo a tecnologia como uma aliada. Ter a Softplan como anfitriã do evento foi especial, já que Florianópolis é um polo de tecnologia e de conhecimento referência para o país e para o mundo. Nosso objetivo é poder receber mais uma edição do evento em 2019″, explica Marcos Florão, diretor de Inovação da Softplan.

Os vencedores receberam uma premiação em dinheiro (R$ 8 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil para os três primeiros grupos) e seguem para a etapa nacional e mundial do desafio global. A premiação global ocorre em abril, em Nova York (EUA).

Global Legal Hackathon

O Hackathon é uma iniciativa da Global Legal Blockchain Consortium e da North Texas Blockchain Alliance.

A Softplan foi a sede do evento em Florianópolis. A empresa é uma das maiores empresas no desenvolvimento de software do Brasil, com cerca de 1,5 mil colaboradores e 27 anos de atuação.

Atualmente, a empresa é líder em soluções de transformação digital, analytics e inteligência artificial para o ecossistema da Justiça Brasileira. Por meio de uma ampla linha de produtos e serviços, atende aos segmentos de Tribunais, Procuradorias, Ministérios Públicos e Advocacia.

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