Embaixadora do Global Legal Hackathon visita SC para conhecer ecossistema da Justiça brasileiro

Embaixadora do Global Legal Hackathon visita SC para conhecer ecossistema da Justiça brasileiro

Global Legal Hackathon - Dera Nevin e time Apresente-se

A final do Global Legal Hackathon (GLH) ocorre no próximo dia 21, em Nova York. A grande solução vencedora da maratona de programação poderá ser brasileira.

A “Apresente-se”, que ganhou a etapa de Florianópolis, é a única representante da América Latina na etapa final do Global Legal Hackathon. Nesta semana, a embaixadora global de tecnologias para a Justiça e integrante do comitê mundial global do GLH, Dera Nevin, visitou Florianópolis e a sede da Softplan — empresa que foi host da etapa regional.

A visita faz parte de um roteiro de 19 viagens. A intenção é captar imagens e depoimentos sobre o ecossistema da Justiça em todos os continentes. No itinerário, estão as cidades-sede que têm times na final. Para Dera Nevin, as soluções desenvolvidas podem ser o ponto de partida para uma Justiça melhor. As novas ideias ainda inspiram uma transformação social. “Uma Justiça forte também é responsável por integrar toda a sociedade, para que os cidadãos se sintam parte dela, com voz ativa”, destaca.

Leia aqui o artigo que Dera Nevin escreveu sobre o ecossistema de inovação em Florianópolis

A equipe selecionada para a final também acredita nesse potencial transformador das soluções desenvolvidas. “Claro que não dá para resolver os problemas do mundo durante a maratona. Mas, é possível identificar e atuar em algo de menor escala que pode realmente fazer a diferença na vida de uma comunidade”, destaca Patrícia Fragnani de Morais, integrante do “Apresente-se”.

Tecnologia a favor da Justiça

A solução brasileira, elaborada por colaboradores da Softplan, utiliza georreferenciamento e reconhecimento de imagem e voz. Estas tecnologias permitem que cidadãos com medidas restritivas se apresentem à Justiça via aplicativo de celular. Isso dispensa o deslocamento até o fórum. O Tribunal também é beneficiado, já que tem acesso às informações de forma remota, garantindo eficiência operacional, economia de recursos e tem a tecnologia como aliada.

“Algumas instituições da Justiça, inclusive Tribunais, já manifestaram interesse em usar um protótipo da solução. Inclusive, temos várias atualizações de versão mapeadas para logo depois da final do GLH”, explica Alexandre Golin, integrante do “Apresente-se”.

“A presença do Apresente-se na grande final destaca Santa Catarina e o Brasil no cenário das inovações tecnológicas de grande impacto a nível global. A Softplan se orgulha de fazer parte desse processo de inovação e de melhoria da Justiça”, destaca o diretor de Inovação da Softplan, Marcos Florão.

Engajamento

A primeira etapa do Global Legal Hackathon ocorreu em fevereiro. Em Florianópolis, 210 profissionais de Direito, tecnologia, design e negócios desenvolveram, em 54 horas, aplicações para tornar o acesso à Justiça mais acessível, ágil, célere e democrático. Os três grupos vencedores receberam uma premiação em dinheiro (R$ 8 mil, R$ 4 mil e R$ 2 mil) e passaram a concorrer à etapa mundial do desafio global.

Além do “Apresente-se”, receberam premiação as soluções “Justiça na mão” (uma plataforma que utiliza a inteligência artificial para guiar o cidadão no encaminhamento de processos em juizados especiais) e “Quando ele volta?” (uma plataforma que informa às famílias e aos condenados na Justiça, por meio de robôs e tecnologia de big data, quando o preso poderá sair da prisão ou progredir de regime).

Maratona mundial de programação

Ao todo, o Global Legal Hackathon reuniu, em 25 países, aproximadamente 10 mil pessoas entre maratonistas, mentores e entusiastas da tecnologia aplicada à Justiça, com a intenção de criar soluções para os desafios da Justiça. Cerca de 350 times competiram na primeira etapa. Na última etapa, em março, os jurados analisaram 37 projetos vencedores de todo o mundo e selecionaram 14, incluindo a “Apresente-se”.

O grande vencedor será anunciado no dia 21 de abril, em Nova York, nos Estados Unidos. Os quatro primeiros colocados terão como prêmio US$ 1 mil para divulgar o projeto em diversas mídias e mais US$ 1 mil em crédito com parceiros e empresas de tecnologia referenciadas mundialmente. Estas parcerias podem ajudar os vencedores a aprimorar suas soluções por meio de consultorias especializadas. Além disso, a cerimônia da grande final do GLH proporcionará o networking com investidores-anjo e representantes de fundos de investimento. Eles podem destinar recursos para o desenvolvimento das soluções. O Hackathon é uma iniciativa da Global Legal Blockchain Consortium e da Integra Ledger, com apoio da IBM e do Financial Times.

O GLH de Florianópolis teve entre os patrocinadores Franco Advogados; Menezes e Niebuhr Associados; Sapiens Parque; Faculdade Cesusc; Ingram Micro IBM Partner; Unifique; Flex Relacionamentos Inteligentes; DB Server. Entre os apoiadores do evento também estão OAB-SC; AB2L, PUC-PR; IEL-SC; Future Law; Instituto Paulo Roberto Toniazzo; WeGov; Founder Institute; Microsoft; IBM; Justiça Federal de Santa Catarina; Procuradoria Geral do Estado de Santa Catarina; Contraktor; Udesc.

Confira a lista completa dos finalistas do Global Legal Hackathon

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