Como a análise de Big Data pode ajudar na gestão do Judiciário

13/08/2018 | 3 min. de leitura

Chegamos à Era da Informação. Conforme cresce exponencialmente a capacidade de armazenar e processar dados, aumenta o desafio de domá-los. Para isso, as organizações precisam de ferramentas de análise de Big Data para interpretá-los e transformá-los em informação.

Tribunais, ministérios públicos, procuradorias, departamentos jurídicos e escritórios de advocacia também precisam lidar com a análise de Big Data. Principalmente num cenário de mais de 100 milhões de processos judiciais tramitando na Justiça Estadual. Com a consolidação do processo digital, esse número se traduz em grande quantidade de informação

“Os seres humanos são ótimos para tarefas que envolvem criatividade, estratégia e planejamento. Mas não são muito bons para lidar com grandes volumes de informação. Então IA, Ciência de Dados, Big Data, Analytics entram para processar esse volume de dados e encontrar correlações, associações e possibilitar análises”, disse o diretor de Inovação da Softplan, Marcos Florão.

Na sua sede em Florianópolis, a Softplan criou o Lab da Justiça, onde são desenvolvidas novas soluções que ajudam as instituições do Judiciário na análise de Big Data. Exemplos como o SAJ Insights, que transpõe o banco de dados de um tribunal para gráficos e indicadores, subsidiando estratégias de produtividade. E o Convex Legal Analytics, que combina jurimetria, análises preditivas e Inteligência Artificial para auxiliar na tomada de decisões em escritórios de advocacia e departamentos jurídicos.

Confira 4 vantagens da análise de Big Data para a gestão de instituições

Eliminar tarefas repetitivas

O exercício do Direito leva em conta muitas tarefas rotineiras. Só para citar alguns exemplos: elaboração de petições, classificação de documentos, pesquisa de acervo. Ao organizar digitalmente as informações, é possível automatizar esse tipo de tarefa. Assim, sobra mais tempo para a atividade-fim no Judiciário: a análise e tomada de decisões.

Desempenho e produtividade

A estrutura de um grande Tribunal é complexa, se divide em regiões, varas, comarcas e outras estruturas menores. Muitos processos literalmente se perdem nessa rede. O resultado: demora na tramitação e insatisfação da sociedade.

Os gestores já podem ter em mãos indicadores que mostram uma visão holística de toda a estrutura. No SAJ Insights, gráficos que ilustram, por exemplo, a taxa de congestionamento, o tempo de tramitação e o índice de atendimento à demanda. E com a análise de dados, conseguem elaborar as melhores estratégias para aumentar a produtividade e diminuir os gargalos.

Melhores decisões geram menos custos

Aumento de produtividade tem relação direta com a diminuição de custos. Tanto em instituições do Judiciário quanto em escritórios e empresas. E não apenas isso: em grandes empresas, os departamentos jurídicos são considerados unidades de negócio. Podem gerar economia e resultados.

Em litígios, nem sempre vencer é a melhor opção financeiramente. Processos demoram. Buscar um acordo pode ser uma estratégia melhor para economizar tempo e recursos. Decidir isso sem subsídios não é uma tarefa fácil. Mas as informações já estão na rede: casos semelhantes, jurisprudência, tendências. O Convex reúne esses dados para possibilitar análises preditivas. Assim, é possível tomar decisões mais assertivas, menos baseadas em intuição.

Encontrar agulhas no palheiro

A análise de Big Data nos possibilita organizar as informações, classificá-las em grandes blocos e descobrir tendências. Mas também pode revelar casos especiais que despertam insights para estratégias e tomadas de decisão. Esses casos, escondidos entre milhões de processos, são “agulhas no palheiro”.

Exemplo recente. Uma operadora de planos de saúde demandou ao Lab da Justiça uma busca por referências cruzadas e correlações entre um tema de negócio, um médico e um hospital. O objetivo era apoiar uma investigação interna de fraudes. Isso numa base de 44 milhões de processos. Em dois dias de análise de dados, foram encontradas 86 “agulhas no palheiro”, que relevaram as possíveis irregularidades.

Leia mais:

Série Ciência de Dados Aplicada À Justiça

Inteligência Artificial no Judiciário: a segunda fase da transformação digital

Seus comentários são sempre muito bem-vindos. Comente!

Este espaço destina-se às repercussões sobre notícias e artigos publicados no SAJ Digital. São de responsabilidade de seus autores. Não servem como abertura de chamados e atendimentos para o portal e-SAJ.

Leia também

Receba nossas novidades por e-mail:

Fale com o
especialista
Desenvolvido por: Linkedin Instagram