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Assessoria jurídica: como as lawtechs podem contribuir com a eficiência dos departamentos jurídicos?

21/09/2018 | 3 min. de leitura

A forma de prestar assessoria jurídica já não é mais a mesma. Sabe a razão para isso? A tecnologia, que promove mudança em todas as áreas com que se envolve, inclusive a do Direito.

Esse movimento é percebido no mundo todo. Em diversas cidades do globo terrestre existem escritórios de advocacia valendo-se da inteligência artificial para a realização de pesquisas, consultas e interpretação de textos jurídicos.

Diante desse cenário, cresce o número de startups interessadas em oferecer soluções para as questões levantadas pelo mercado jurídico, como:

• Como simplificar e agilizar tarefas repetitivas?
• Como facilitar a pesquisa e localização de informações?
• De que forma possibilitar a automação e atualização de publicações e andamentos?
• Como melhorar a tomada de decisão por meio de dados e fatos?

Ao mesmo tempo que isso é empolgante, esse mercado em expansão também é uma preocupação que levanta debates.

Por que pensar a assessoria jurídica sob o aspecto da tecnologia é importante?

Um dos pontos principais dessa discussão está a geração de eficiência que o uso de análises e inteligência artificial pode trazer à assessoria jurídica. De fato, a visão que se quer promover é aquela em que o uso da tecnologia e Ciência de Dados agrega valor ao advogado. Sem que ele esteja no centro da transformação que a tecnologia já está proporcionando, dificilmente as soluções que estão surgindo terão espaço para se fortalecer e desenvolver todo o seu potencial.

Ou seja, é preciso haver transparência e engajamento para que seja possível compreender o papel das lawtechs e em como elas podem se tornar parceiras dos departamentos jurídicos. Isso quer dizer que, por um lado, as empresas de tecnologia focadas em criar soluções que atendam às demandas de escritórios, departamentos jurídicos, advogados autônomos e pessoas físicas ou empresas precisam se colocar próximas do seu público e mantê-lo atualizado, para minimizar possíveis receios que permeiam toda e qualquer mudança.

Por outro lado, os operadores de direito têm de se mostrar dispostos a entender o que está surgindo de inovação tecnológica para o ecossistema da Justiça e em como isso pode potencializar sua forma de trabalhar. Afinal, o objetivo maior é conseguir fazer com que pessoas deixem de ter de se dedicar a tarefas repetitivas e de pouco valor. De forma alguma espera-se que um robô defenda uma causa perante um juiz.

As parcerias são muito importantes!

O que as lawtechs mais tem focado, em seus modelos de negócio, é na criação de produtos jurídicos que atuem:

• na produção de petições;
• na formação de banco de dados estatísticos;
• na automatização de busca processual;
• no desenvolvimento de softwares de gestão jurídica.

Em muitos deles, as ideias só saem do papel mediante a colaboração de advogados para dirimir questões jurídicas que aparecem enquanto a solução está tomando forma. É o aporte desse conhecimento o diferencial do que é ofertado no mercado.

Portanto, aqui se percebe um movimento interessante: as lawtechs não só planejam meios de tornar o dia a dia dos advogados mais ágeis, como também precisam desse profissional perto para criar novas possibilidades. Logo, há um nicho tecnológico para ser explorado por advogados envolvidos com o tema. A questão é se essa oportunidade vai ser aproveitada ou não.

As lawtechs estão abertas para o diálogo e para a formulação de parcerias. Buscam respostas onde consideram que elas estão: no dia a dia dos departamentos jurídicos em que estão inseridos muitos dos operadores do direito.

Boas iniciativas já surgiram daí. O diálogo estará aberto para uma construção coletiva da parceria entre lawtechs e operadores de Direito envolvidos com assessoria jurídica. Dê a sua contribuição também!

Seus comentários são sempre muito bem-vindos. Comente!

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