Artigo: do papel para a tela

11/05/2015 | 2 min. de leitura

Muitos tiveram que sair das máquinas de escrever, passaram por máquinas elétricas e chegaram aos computadores, que foram, com certeza, muito desprezados.  Esse desprezo, provavelmente, escondia um pouco de medo da era digital. Hoje já passamos dessa fase e queremos avançar, já não falamos mais em retroceder para o papel, pensamento que era muito comum no início do processo digital, pois agora já se sabe que a era digital prevalece e que a cada dia bilhões de bits viram informação.

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A sensação ruim de trabalhar com algo não palpável fica a cada dia menor e a confiança no mundo digital fica mais forte com o passar do tempo. Essa adaptação, do papel para o digital, é um tanto desconfortável no início e esse desconforto é maior para quem trabalhou a vida toda com papel e agora, quase chegando à aposentadoria, depara-se  com um equipamento eletrônico na mesa, substituindo a pilha de papel, e tudo que era palpável entra dentro de uma tela.

O novo modo de tramitação de processos, em meio digital, ainda está em evolução e essa adaptação é uma fase a ser considerada. Servidores públicos passaram por mudanças radicais na forma de trabalho, já que até meados de 2004 os sistemas existentes estavam em fase embrionária e futuros usuários ouviam, com certo medo, que teriam que se adaptar aos sistemas modernos de tramitação de processos, tanto internos quanto judiciais.

O fato é que tanto processos judiciais quando administrativos vêm se tornando digitais, e para os órgãos públicos, isso já é uma verdade. Os servidores públicos tiveram que reaprender a trabalhar, usando computadores, protocolizadoras, impressoras, scanners e sistemas modernos.

Para muitos já passou a fase mais difícil da transição, mas ainda restou o legado físico, palpável, e agora temos o oposto, pessoas da era digital que devem se adaptar ao mundo ainda em papel. Para ambos é desconfortável, para quem está acostumado a ler em um tablet, celular ou computador é um tanto incômodo folhear papel, tanto quanto foi para os acostumados ao processo físico ler em uma tela.

Esperamos que essa angústia de ter que se desprender do mundo impresso possa ser substituída por um momento de mais confiança nos sistemas informatizados e que possamos desfrutar dos benefícios que esse novo mundo digital nos trás, benefícios que devem ser vividos novamente com o tato, como ao dar carinho a um filho enquanto peticiona uma peça no escritório de casa.

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