Dia da Justiça: A Importância de Investir na Justiça brasileira

Dia da Justiça: A Importância de Investir na Justiça brasileira

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Imparcialidade e equilíbrio. Vinda da mitologia romana, a deusa Iustitia personifica a Justiça em seu exercício para com a sociedade. O papel da Justiça brasileira atinge a garantia de acesso aos Direitos fundamentais de cada cidadão que a ela recorre. Sendo assim, ao prover o Direito, é de suma importância que se cumpra também os deveres buscando a igualdade perante as leis.

Mas, por que investir para ter uma Justiça mais célere e transparente? A morosidade é apontada como a maior dificuldade na Justiça brasileira. Pilhas de papel consomem espaço e tempo sobre as demandas sociais que anseiam pela dinâmica tecnológica onde tudo é instantâneo. O uso da Justiça pelos cidadãos se expandiu e é necessário passar por uma readaptação que responda aos estímulos públicos.

Atualmente vivemos numa era de transformação digital que já alcançou a Justiça brasileira e conquista cada vez mais os operadores de Direito. É possível realizar melhorias que diminuam a taxa de congestionamento dos processos e que, além de uma maior agilidade, garanta a qualidade esperada pela sociedade.

Ao nos questionarmos o porquê de investir na Justiça, pensamos, também, em como investir. Dos benefícios providos pela tecnologia em conjunto com a Justiça, possuímos o processo digital como disruptor de paradigmas. Na voz do magistrado José Renato Nalini, “o papel já cumpriu seu papel”. Além de possibilitar uma melhor condição de trabalho aos envolvidos diretamente com os processos, o uso do processo digital se torna revolucionário em questões ambientais, sociais e jurídicas.

Trabalhar a inovação como uma possível saída para resolver os desafios impostos diariamente envolvendo os grandes volumes de informações e a busca pela transparência, celeridade e maior agilidade é uma das apostas nas diversas áreas da Justiça brasileira. Acadêmicos, advogados e magistrados conscientizam-se cada vez mais de que trabalhar de forma paralela à soluções que utilizam computação cognitiva e inteligência artificial pode acarretar num melhor aproveitamento intelectual de funções humanas ao deixar que a máquina faça os trabalhos burocráticos.

O advogado Criminalista Edison Mendes afirma que a melhoria na Justiça, com a vinda da tecnologia, é nítida. Mendes utiliza em seu escritório um software jurídico para advogados que é totalmente integrado com Tribunais de diversas regiões. “Há uma facilidade de acesso aos processos e decisões judiciais além do ganho de tempo pois o processo digital evita que os advogados tenham que ir ao fórum para fazer a juntada de documentos ou para protocolar a petição”, diz.

Ainda segundo Mendes, uma questão positiva muito forte na transformação da Justiça para o meio digital é o impacto direto com o meio ambiente. “A partir do momento em que você reduz o uso do papel, tanto pelo judiciário quanto pelos advogados, evita-se o corte de árvores”, relata.

Não tão distante de seu principal papel que é conceder à sociedade o Direito de uma Justiça eficaz, a tecnologia, além de tudo, alia-se às causas ambientais. Ao falar disso na prática, podemos visualizar os resultados em grandiosos números. Numa projeção de 2016 a 2026, 46 milhões de processos digitais devem tramitar no Tribunal de Justiça de São Paulo, que já é totalmente digital. Isso poupa o uso de 10 mil toneladas de papel, que seriam produzidas com 250 mil árvores (2,2 mil campos de futebol), 16 toneladas de gás carbônico (8,6 milhões de carros por ano) e 977 milhões de m³ (391 piscinas olímpicas).

Percebe-se que o caminho a ser trilhado é longo, mas que a Justiça brasileira vem criando consciência de que o cidadão está mais próximo e exigente. A celeridade proporcionada pela tecnologia pode ser absorvida e utilizada com eficácia para resultados satisfatórios que vão muito além da economia: o compromisso da Justiça com a sociedade num todo.

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