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Série Ciência de Dados Aplicada à Justiça: Inteligência Jurídica Parte I

15/03/2018 | 3 min. de leitura

Neste primeiro artigo da série ‘Ciência de Dados aplicada à Justiça’, compartilho, aqui no SAJ Digital, o processo de transformação digital no meio jurídico e como está sendo minha experiência trabalhando com Data Analytics aplicada à Justiça. Desde Agosto de 2017 neste setor, a área é totalmente inovadora e diferente do que eu já havia trabalhado.

Quando falamos da figura do profissional do Direito, que tipo de pessoa vem à sua cabeça?  Muitos ainda veem a imagem de uma pessoa conservadora e com aversão à tecnologia e aos números.

Isso é devido, possivelmente, à formalidade e ao conservadorismo como um todo do Poder Judiciário que, em algumas ocasiões, mostra-se naturalmente mais resistente a mudanças que outros setores, o que acaba invariavelmente sendo refletido na imagem das pessoas que o compõe.

Porém, isso está mudando. Não há mais como estar à frente do mercado se você não estiver atualizado tecnologicamente. Se essa é, hoje, a realidade de qualquer empresa, por que não também do Poder Judiciário e de escritórios de advocacia?

Cartórios com pilhas de papel e escritórios de advocacia com infraestrutura clássica estão sendo substituídos por processos digitais e ambientes modernos com tecnologias de ponta embarcadas em seus computadores.

A transformação digital na Justiça brasileira teve início, de fato, quando os processos físicos começaram a ser substituídos por processos digitais. Em 2015, o Tribunal de Justiça de São Paulo, com o projeto 100% Digital, fez com que todas as mais de 1,9 mil unidades judiciárias paulistas utilizassem o processo digital. Hoje, mais da metade dos processos existentes no país tramitam pelo SAJ (Sistema de Automação da Justiça).

Diante de toda essa evolução, é certo que o mercado na advocacia vai se transformar e que advogados e demais profissionais do meio terão que acompanhar, adaptar-se e, em alguns casos, reinventar-se. Isso faz parte da evolução em qualquer outro ramo.

Tarefas que hoje são operacionais e repetitivas, tendem a ser substituídas por sistemas que poderão escalar a capacidade humana, aumentando produtividade e reduzindo custos. Porém, tarefas que exigem raciocínio e tomada de decisão estão longe de serem substituídas, se um dia forem.

Ciência de Dados Aplicada à Justiça

Ferramentas digitais estão sendo lançadas com o propósito de auxiliar nessas tarefas que demandam esforço repetitivo. Com isso, cartorários, juízes e advogados terão sua capacidade escalada e poderão focar em tarefas mais estratégicas.

A tecnologia, no entanto, não está somente beneficiando o ecossistema jurídico em tarefas operacionais. Muito se tem investido em Data Analytics, minha área de atuação.

Fenômenos que ocorrem em um processo judicial podem sim ser identificados, descritos e previstos com o auxílio de métodos da estatística e algoritmos de aprendizado de máquina. E digo mais: com grandes probabilidades de acerto!

Com isso, é possível compreender como se comportam os juízes, advogados, promotores, cartorários, partes e cidadãos em geral e, assim, planejar ações e auxiliar na tomada de decisão.

Essas ações podem beneficiar tanto as instituições públicas, que poderão mapear e atuar sobre todos os gargalos que causam engarrafamento no andamento dos processos, como para departamentos jurídicos de grandes empresas e escritórios de advocacia, que saberão identificar quais as melhores estratégias para ganhar suas causas.

Soluções para a Justiça

Na Softplan, possuímos duas soluções que tratam da aplicação de análises descritivas, diagnósticas, preditivas e prescritivas no Direito. Uma delas é o SAJ Insights, desenvolvido para instituições públicas (Ministérios Públicos, Procuradorias e Tribunais de Justiça), e o outro, é o Convex Legal Analytics, desenvolvido para o setor privado.

Para desenvolver as soluções, criamos um Laboratório de Ciência de Dados dentro da Softplan, composto por uma equipe de Estatísticos, Cientistas de Dados, Arquitetos de Big Data e Analistas de Dados, que aplicam no âmbito jurídico o que há de mais avançado em Inteligência Artificial.

Nos próximos artigos detalho a respeito de cada uma dessas duas soluções, começando pelo SAJ Insights no próximo artigo, e finalizando a série com a aplicação do Convex no setor privado.

Um grande abraço!

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